Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Lisboa

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

procurai e achareis

Estes últimos dias, invernosos, roubaram-me o sol…
Mas eu sei que ele continua lá.
Eu é que não o vejo…
É, por assim dizer, uma certeza científica.
Confirmada pela sucessão dos dias e das noites, pois sei que a claridade que todas as manhãs me invade tem nele a sua fonte, apesar de continuar a não o ver…

A minha vida está cheia de certezas destas, pois tudo o que tem a ver com a natureza, é por definição, repetitivo…
Mas está também cheia de outras certezas que se prendem com os laços que vou criando com os outros e que geram a confiança…
A maior parte das coisas que preenchem a minha vida assentam no pressuposto de que, à partida, posso contar com os outros. Mesmo sabendo que, como eu, todos falham…
E é por isso que essa confiança nunca é um absoluto.

Só o é no caso de Deus.
Ele é para mim Aquele que não falha,
Ele é Aquele que está sempre presente mesmo quando não o vejo nem o sinto.
Ele é Aquele que me diz “procurai e achareis, pedi e dar-se-vos-á, batei e abrir-se-vos-á”, e que nunca falta ao prometido, mesmo quando me parece que tarda em responder…

Ser cristão é viver desta certeza, desta confiança, e da esperança que ela faz nascer em nós…
É escolher viver a partir da certeza deste Amor de Deus por mim e não viver fundado no que vejo, no que entendo, no que sinto…
É viver na expectativa cada vez mais intensa de que Ele venha, para O poder ver face a face…
Dizer as razões desta esperança é, por isso, ser capaz de identificar na minha vida os sinais da presença deste Deus que é Amor e não descansa enquanto não nos tiver a todos a partilhar da alegria única de estar com Ele!

Pe Luís Alberto

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