Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Lisboa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Prendas ou prenda?

Há dias, a propósito do Natal, ouvi alguém desabafar o misto de stress e irritação que vivia normalmente nesta altura do ano por causa das prendas…
Não, obviamente, por não gostar de dar prendas.
A razão era outra.
É que a preocupação com as prendas e o tempo dispendido era tanto que, inevitavelmente, se sentia a deixar de lado o mais importante: a atenção Àquele que é a razão primeira desta festa e, por isso, devia ser também o seu centro – o Menino Jesus.
A irritação, sobretudo consigo próprio enraizava-se no facto de se sentir impotente para mudar as coisas e sentir por isso que se repetia na sua vida o mesmo drama do primeiro Natal, quando o Menino acaba por nascer numa gruta por não haver lugar para Ele na cidade dos homens, neste caso, a vida de cada um de nós…
Não lhe disse nada, mas apeteceu-me dizer-lhe que ainda estava muito a tempo de fazer daquela irritação algo de positivo para este Natal.
Bastava um pequeno esforço para substituir aquela irritação por uma prenda oferecida a Jesus: mais cinco minutos de oração diária do que aquela que habitualmente fazemos; ou um pequeno gesto de renúncia traduzido depois em oferta monetária dada a uma instituição que cuide dos mais necessitados; ou a visita a doentes ou a pessoas que vivem sozinhas e que às vezes não visitamos, apesar de as conhecermos, pelo desconforto que a situação nos gera…
Pode ser tanta outra coisa que o amor não tem dificuldade nenhuma em descobrir!...
Basta pensar em Jesus, nos muitos rostos com que Ele hoje se nos apresenta, e deixar o coração falar!

Padre Luís Alberto

1 Comentários:

  • De facto, o Natal de hoje em dia tornou-se uma época do ano muito comercial. Numa comparação muito rude, atrevo-me a dizer que tornou-se quase mais uma época de saldos, onde encontramos empurrões, pressas, irritações nos supermercados ou em qualquer outro estabelecimento.
    E ai está uma boa dica: "mais cinco minutos de oração diária do que aquela que habitualmente fazemos; ou um pequeno gesto de renúncia traduzido depois em oferta monetária dada a uma instituição que cuide dos mais necessitados; ou a visita a doentes ou a pessoas que vivem sozinhas e que às vezes não visitamos, apesar de as conhecermos, pelo desconforto que a situação nos gera." é como se diz, e brincando um pouco, É fácil, é barato e dá milhões!

    Por Anonymous Bruno Pinheio, Às dezembro 18, 2008  

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